Como Manter o Cachimbo Aceso

Não fique demasiado preocupado se tiver dificuldade em manter o cachimbo aceso. Raros são aqueles que, mesmo com experiência, não deixam o cachimbo apagar. O principal é relaxar e desfrutar esses momentos de ócio, o resto vem por si próprio.

Atenção, o cachimbo deve ser fumado com calma e de preferência enquanto faz uma pausa, fumá-lo rapidamente só irá trazer desconforto na língua e irá amargar seu tabaco!

 

1º Passo: Compactar o Tabaco no Fornilho

A melhor maneira de garantir que o seu cachimbo permaneça acesso por vários minutos começa com a forma de encher o fornilho e socar o fumo, para que não sobre espaços vazios entre as tiras de tabaco propagando assim melhor a chama e não deixando o cachimbo apagar.

2º Passo: Acender o cachimbo
Depois de fazer um primeiro acendimento com o fósforo ou isqueiro de chama normal, pegue seu socador e COMPACTE UMA SEGUNDA VEZ o tabaco, e aí sim acenda novamente com o isqueiro. Este é o SEGREDO, depois do primeiro acendimento, É IMPORTANTÍSSIMO socar o tabaco novamente e realizar um SEGUNDO acendimento, este sim mais duradouro.

3º Passo: Remover a cinza
Enquanto fuma é necessário que retire a cinza que se vai formando no topo do fornilho. Estas cinzas devem ser removidas periodicamente, volte o cachimbo para dentro do cinzeiro e bata gentilmente com o indicador no fundo do cachimbo, de maneira a libertar a cinza. A presença da cinza impede a passagem de oxigênio para a combustão do tabaco dificultando a sucção.

4º Passo: A cadência
A cadência a que se fuma é o compasso de inspiração, este ritmo é bastante importante. Com a prática que se vai adquirindo a cadência certa. O conceito geral é o de manter aceso o cachimbo, e que este queime com uma temperatura ideal. A temperatura ideal pode ser definida quando seguramos o cachimbo e este não nos queima as mãos. O cachimbo deve estar confortável na sua mão. Caso não consiga segurar o cachimbo coloque-o de lado e espere que este arrefeça.

5º Passo: A temperatura
A temperatura no fornilho não pode ser muito elevada, pois sujeita-se a irritações na língua e à danificação do cachimbo. Para manter a temperatura mais amena, diminua o ritmo das puxadas!

Espero que tenham gostado, um forte abraço!

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Como Acender o Cachimbo

O modo de acender o cachimbo é uma preferência pessoal, mas as formas mais comuns e que apresentam os melhores resultados são o fósforo e o isqueiro de chama normal (tipo BIC).

O importante é saber que normalmente, utilizando-se fósforos ou isqueiros, o acendimento ideal se dá em duas etapas: acende-se, soca-se novamente o fumo, e depois acende-se novamente

Fósforos

Os fósforos são o método mais tradicional de acender um cachimbo. Acenda o fósforo e espere que a ponta de enxofre arda. Aproxime o fósforo do topo do cachimbo e aspire o fumo suavemente, mova o fósforo num trajeto circular de uma maneira lenta e uniforme, de forma que todo o tabaco esteja queimando. Gasto esse palito de fósforo, pegue um socador, soque o tabaco aceso e depois gaste um segundo fósforo, isto porque o tabaco expande-se depois de aceso, sendo necessário um segundo palito.
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Isqueiros

Os isqueiros de gás butano de chama normal (tipo BIC) são um pouco mais convenientes que os fósforos e, também são insípidos e inodoros.

De novo: acende-se uma primeira vez, soca-se o fumo aceso com o socador e depois realiza-se um segundo acendimento, este sim definitivo.

Há alguns isqueiros em sites especializados com a saída em um determinado ângulo lateral que facilita a tarefa de acender o cachimbo, pois evita-se que a chama suba e queima os dedos.

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A Zippo tem isqueiros próprios para cachimbo, estes possuem um orifício circular que é colocado sobre o fornilho enquanto a chama é sugada para dentro do tabaco. O grande defeito destes isqueiros é o sabor de gasolina que conferem ao tabaco.

 

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Como Encher o Cachimbo

Esta é uma tarefa de extrema importância e de alguma complexidade, talvez seja a parte mais difícil de todo o ritual de fumar cachimbo. 

Para um iniciante pode ser um pouco frustrante. Muitas das pessoas já desistiram deste processo. Mais uma vez, afirmo, é necessário ter paciência para fumar cachimbo. A perfeição e excelência reclamam tempo e experiência.
A técnica mais comum de carregar o cachimbo é o método das “três camadas”. Que nada mais é que colocar um pouco de fumo e apertar, colocar um pouco mais e apertar de novo, repetir mais uma vez, até chegar quase na beira do fornilho, sem transbordar. 

O objetivo é o de ter o tabaco com um aperto homogêneo em todo o fornilho. Esta disposição em camadas permite que se criem “bolsas” de ar entre camadas, que facilita a remoção progressiva de cinza e ajuda a manter o cachimbo aceso.
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Encha o fornilho de tabaco até ao topo, com auxílio de um socador ou com um dedo, pressione gentilmente o tabaco até que este preencha metade do volume total. Encha cachimbo de novo, até ao topo. Pressione até que ¾ do fornilho estejam completos. Encha de novo e pressione com alguma força, mas não demasiado. Ele estará bom quando o tabaco ao ser pressionado novamente pareça, algo, consistente. 
Se este não ceder é porque está demasiado apertado. Se este ceder muito, está excessivamente solto. Finalmente o teste: aspire o cachimbo sem estar aceso, deverá assemelhar-se à sucção de um canudinho numa bebida suave. Se isto não acontecer, vaze o tabaco e comece de novo.

A pressão aplicada deve ser proporcional ao tamanho do cachimbo e, ao corte e umidade do tabaco, mas esta compensação está em segundo plano. Execute esta tarefa repetidamente até que a técnica esteja perfeita.

Se não conseguir encher corretamente o cachimbo terá grandes dificuldades em manter o cachimbo aceso.

Como Iniciar o Cachimbo – Como Amaciar o Cachimbo

Como Amaciar o Cachimbo ou Como formar o Bolo do Cachimbo

O cachimbo é um instrumento que, apesar de simples, exige muitos cuidados. Sobretudo quando nos referimos ao fornilho do cachimbo, aí os cuidados devem ser redobrados.
É extremamente importante que fume no seu novo cachimbo com calma, de maneira a evitar estragos na madeira briar nua. Há quem defenda que durante os primeiros tempos o cachimbo só deva ser enchido a dois terços do total, e incrementado progressivamente até atingir o volume total do fornilho. Existem outras técnicas que visam proteger o cachimbo nas primeiras “cachimbadas”, tais como umedecer o interior do fornilho com água ou whisky.

As primeiras “cachimbadas” têm sempre um sabor um pouco amargo devido ao consumo da madeira. Tenha um pouco de paciência que logo seu fornilho desenvolverá o bolo, uma camada de carbono com alcatrão, que protegerá o fornilho, deixando-o mais “macio”.

Existem cachimbos que já vem com o fornilho revestido, para proteger o “Briar” no início até que o “bolo” se forme. Estes cachimbos têm a denominação de pré-queimados.

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Existem algumas técnicas catalisadoras de formação do “bolo”, exemplo disso é o uso de mel, que de fato ajuda a criar o bolo mais rapidamente, mas o sabor inicial não é muito agradável.

Não fume um cachimbo novo ao ar livre, o vento tende a aumentar a temperatura de combustão, o que levará à destruição da madeira interior.

O Primeiro Tabaco de Cachimbo

Como escolher o primeiro Tabaco para Cachimbo ou Melhor Fumo para Iniciantes

Que tabaco devo escolher? Esta é uma pergunta muito complexa. Se a sua experiência se reduz a cigarros e charutos a escolha vai ser muito complicada.

A diversidade de tabacos para cachimbo é fenomenal. O sabor do tabaco não é influenciado apenas pelos compostos e estado do tabaco, existem inúmero fatores envolvidos, tais como a forma de cachimbo e o tipo de corte do tabaco.

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A única maneira de maneira de encontrar o tabaco ideal é experimentando. Mas tenho cuidado, veja se o tabaco está em condições. Apesar da longevidade do tabaco ser enorme, alguns já se encontram nas tabacarias há muito tempo, e alguns destes não são devidamente selados, e não mantêm a umidade, nem o sabor original. Primeiro verifique se a embalagem está em boas condições, e se existe alguma referência na embalagem à selagem do produto. Se este se apresentar em lata, tenha cuidado apenas com a idade do tabaco.

É, também, evidente que os tabacos a preços mais acessíveis sejam feitos de uma matéria-prima de menor qualidade e recorrem a uma maior variedade de aditivos para melhorar as suas características (normalmente estes são aromatizados). Mas não seja extremamente zeloso, pois pode estar a dar uma quantia exagerada por tabaco que não aprecia minimamente.

A maior parte dos fumadores de cachimbo estão constantemente na demanda pelo “Santo Graal”, o tabaco perfeito. Para facilitar o início da procura escolha o tipo de tabaco que prefere, adocicado, aromatizado, suave… A escolha é sua. Cada tipo de tabaco tem características diferentes. Vou definir alguns, de maneira de auxiliá-lo nesta “busca”.

Aromáticos vs. não aromáticos
Estas são as duas grandes subdivisões de tabaco para cachimbo. Regra geral, todos os fumadores recentes tendem a optar pelos tabacos aromáticos, com aromas de baunilha, cereja… enquanto que aqueles que já fumavam cigarros tendem a escolher os tabacos não aromáticos ou naturais.

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Aromáticos
Um bom tabaco aromático é suavemente aromatizado, nunca em excesso. Os tabacos que proporcionam este tipo de mistura são mais úmidos que os não aromáticos. Este tipo de mistura requer grandes cuidados na preparação do tabaco e no enchimento do cachimbo. Os fumos aromáticos você reconhece quando encontra na embalagem a palavra Aromatic ou o rótulo já indica o aroma adicionado como Vanilla (Baunilha) ou Cherry (Cereja), etc.

Não aromáticos
Estes tabacos não contêm qualquer aditivo aromatizante, melhor ainda, estes tabacos normalmente não contêm quaisquer aditivos, para além de água. Por vezes os tabacos não aromáticos vêem definidos como tabacos Ingleses (“English Tabacco”).

Tipos de tabaco mais comuns

Burley
Tabaco com baixa quantidade de açúcar e alto teor de nicotina. Esta qualidade de tabaco tem uma combustão lenta com um aroma subtil. O Burley é muito usado como base para misturas aromáticas ou para diminuir a velocidade de combustão de uma mistura de tabacos.

Latakia
Um tabaco especiaria que é curado através de defumação e queima de determinados tipos de madeira. Tem um sabor único e bastante forte, não causa qualquer indiferença ao fumador, ou se adora ou se detesta. O Latakia é usado nas misturas para dar corpo e acentuar o seu sabor.

Orientais

São por definição os tabacos que são cultivados na região leste do Mediterrâneo, incluem-se nesta categoria vários tabacos turcos e o Latakia. Uma mistura oriental é composta por vários tipos de tabaco orientais.

Perique
Outro tabaco especiaria que é cultivado em St. James Parish, na Lousiana, Estados Unidos da América. Este tabaco é submetido a altas pressões, durante a sua produção, que permite a sua fermentação enquanto se cura. Esta particularidade no seu processo objetiva um tabaco distinto.

Tabaco Turco
Esta denominação é comum a qualquer um dos inúmeros tabacos cultivados no leste do Mediterrâneo. Os tabacos turcos mais populares são: Basma, Smyrna, Xanthi, Samsun, Izmir, Drama e o Yenidje. Praticamente todos estes nomes derivam da região de onde provêm. Os tabacos turcos são interpretados como tabacos doces e condimentados que conferem corpo a algumas misturas.

Virgínia
Apesar deste nome derivar do estado da Virgínia nos EUA, este tipo de tabaco é cultivado em várias regiões. Existem várias qualidades de Virgínia, mas todos caracterizados pelo alto teor de açúcar e pela sua suavidade. Estes tabacos são vulgarmente usados como base de mistura, mas também é fumado puro. Salienta-se um aspecto interessante, estes tabacos tendem a melhorar com a idade, tal como um bom vinho. Muito mais suave que os tabacos orientais, estes Virgínia possuem um aroma complexo que o torna favorito dos fumadores mais experientes.
Como Guardar o meu Tabaco
O teor de umidade do tabaco altera as características de queima e de aroma. Um tabaco demasiado úmido ou seco não poderá proporcionar um fumar agradável. Uma maneira de saber se o seu tabaco tem a quantidade certa de umidade é apertar com força um bocado de tabaco, e depois largá-lo. Se este começa logo a expandir o tabaco está em boas condições, se este ficar na mesma posição então está demasiado úmido e, finalmente, se começar a “saltar”, então, está seco.

O tabaco comprado em latas retém facilmente a umidade inicial durante várias semanas depois de aberto. As misturas compradas a avulso, ou tabacos enlatados deverão ser devidamente condicionados. As bolsas de tabaco de fecho, apesar do seu revestimento, não são à prova de ar, o que não permite um controle exato da umidade. A melhor forma de controlar a umidade do seu tabaco, caso o guarde por muito tempo, será em sacos selados a vácuo, ou em caixinhas de plástico hermeticamente fechados. Algumas pessoas afirmam, que o tabaco pode ser guardado em sacos de plástico próprios para serem convenientemente instalados no frigorífico.

Se o tabaco tiver umidade demais, deixe-o num local seco, em contacto com o ar, mas vigie-o com cuidado, para que este não fique excessivamente seco. No caso do tabaco estar um pouco seco, também há solução. As soluções disponíveis passam por colocar uma rodela de batata ou de maçã no interior do tabaco, se optar por esta solução tenha cuidado, pois, pode-se formar bolor, estragando o irreversivelmente o tabaco. Outra solução, um pouco mais segura, é borrifar o tabaco, com uma pequena quantidade de água, e deixá-lo selado por alguns dias.

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Recentemente, surgiu no mercado um produto chamado Bóveda, um sachê umidificador que você pode colocar diretamente em contato com o fumo dentro de qualquer saco ou Tupperware que ele deixa a umidade em exatos 62%, umidade ideal para deixar o seu tabaco sempre fresco. Este sachês tendem a durar por mais de 3 meses e funcionam bem também quando se quer “recuperar” tabacos que já estavam bem secos.

Este sachê você encontra na loja Charutos e Cachimbos.

 

 

Iniciação ao Cachimbo

Fumar cachimbo é uma arte. Parece um pouco pretensioso, mas na verdade este é um ritual um pouco complexo que necessita de tempo e paciência.
Este pequeno manual serve para o ajudar na iniciação na Arte do Cachimbo.

1. O Primeiro Cachimbo

A escolha de um cachimbo parece um pouco complexa, e na realidade é. A consciência de certos e determinados pormenores associada a uma curiosidade extrema e uma fraca definição de gostos pode albergar uma escolha muito complexa. O primeiro cachimbo é apenas o ponto de partida para pesquisas posteriores, quase que podemos afirmar que o primeiro cachimbo pode ser um qualquer, mas também não é assim tão simples, existem alguns cachimbos a evitar.

Material
Como primeiro cachimbo, se seu orçamento permitir, procure um cachimbo de “Briar” (também denominado por cachimbo “Brier” ou “Bruyère”), “Briar” é a denominação britânica para a madeira da raiz, mais exatamente da zona entre a raiz e o tronco (vulgarmente conhecido como o “cepo”), de Urze Branca (Erica Arborea), uma árvore pequena que cresce na região mediterrânea. A raiz da urze branca tem uma grande longevidade, resistência ao calor e uma boa aparência.

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Existem outros materiais para fazer cachimbos como madeira curada, barro, espuma do mar (sepiolite) ou porcelana, no entanto, estes são materiais frágeis, com fracas características de queima e não são tão fáceis de usar como os cachimbos “Briar”.

Os cachimbos de espiga de milho são a opção menos cara para o primeiro cachimbo, e são uma boa alternativa aos cachimbos “Briar”, contudo, estes cachimbos têm, normalmente, fornilhos bastante pequenos (o fornilho é a recipiente do cachimbo onde se coloca o tabaco) e hastes de plástico frágil (a parte do cachimbo que se coloca na boca, por vezes denominada por boquilha) que se torna fácil de perfurar com os dentes.

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A maior parte dos cachimbos “Briar” têm hastes feitas de vulcanite (ebonite) ou lucite (acrílico), qualquer um destes materiais é aceitável, a escolha de um destes materiais prende-se apenas com o gosto pessoal. A vulcanite é mais macia, o que a torna mais confortável, no entanto a lucite tem um tempo de vida superior e resiste mais eficazmente à oxidação.

Preços
Os preços dos cachimbos têm uma amplitude bastante elevada, desde uma mera dezena até alguns milhares de Reais.

Para o primeiro cachimbo não convém comprar dos mais caros, limite-se aos que estão mais abaixo na tabela de preços, mas não os muito baratos, os ideais encontram-se entre os 150 Reais.

Tente informar-se o melhor possível sobre o que está a comprar, questione quem o estiver a atender na tabacaria, e vá pedindo conselhos. Normalmente, estes sabem o que estão a vender. Tente comprar cachimbos em lojas especializadas, e evite comprar em Freeshop’s, grandes supermercados ou outros estabelecimentos do gênero.
Não se esqueça de comprar escovilhões cônicos de algodão, para limpar o cachimbo, e um calcador, para o ajudar a limpar o cachimbo e calcar o tabaco. Estes itens são necessários.

Marcas
Existem inúmeras marcas de cachimbos com grande reputação como a Peterson, Savinelli, Dunhill, Larsen…

Se encontrar um cachimbo destas marcas a um preço acessível não hesite, mas pode sempre optar por marcas com um pouco menos de excelência como os nacionais Bertoldi, Bazzanelli… Estas marcas são geralmente mais acessíveis e a qualidade é razoável, o que os torna ideais para serem o seu primeiro cachimbo.

Tamanho
Não convém que compre aqueles cachimbos com um fornilho pequeno, pois estes tendem a aquecer bastante, enquanto fuma, no entanto, não opte por um cachimbo de fornilho grande, estes exigem alguma prática para os manter acesos, o que se pode tornar difícil para um fumador com pouca experiência.

Filtros
Os filtros não são necessários se não desejar inalar o fumo. Se desejar inalar o fumo, ou seja, “travar”, a compra de um cachimbo com filtro não é má idéia.

Uma das contrariedades dos filtros reside na influência prejudicial que estes possuem no sabor original do tabaco, para que este não afete o sabor do tabaco é imprescindível que se encontrem meticulosamente limpos.

Na Europa, o uso de filtros é bastante comum, sobretudo o filtro com 9mm de diâmetro. Não existe qualquer problema em usar filtros, desde que estejam, convenientemente, limpos. Porém, nem tudo são defeitos, o uso de filtros reduz a presença de saliva no cachimbo (impedindo que esta se instale no fornilho, misturada com o tabaco ou que escorra pela boquilha), retém parte da nicotina e algumas substâncias nocivas produzidas na combustão do tabaco e arrefece o fumo, diminuindo a irritação na boca originada pelo tabaco.

Formas
A escolha da forma do cachimbo prende-se apenas com o gosto pessoal. A maior parte dos fumadores de cachimbo preferem cachimbos curvados, pois “penduram-se” melhor na boca, ou seja, são mais confortáveis. Os cachimbos direitos, embora não tão confortáveis, são mais fáceis de arrumar e de limpar.

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Seconds
“Seconds” é termo inglês que caracteriza os cachimbos de marca que possuam alguma falha na sua concepção, vulgarmente associada ao aspecto, e que assim não merece ter o nome do fabricante.

Normalmente estes cachimbos “second” vêem apenas timbrados com a frase “Imported Briar”, ou algo similar, no caso da Peterson vêem como “Peterson’s Irish Seconds”. Assim, pode encontrar bons cachimbos a preços reduzidos, que apenas possuem pequenas falhas estéticas.

Espero que tenham gostado. Forte abraço!

O Ritual do Cachimbo

O Ritual do Cachimbo

Fumar cachimbo é transformar um momento ocioso num ritual de descontração e prazer, que requer atenção, destreza e conhecimento. Talvez seja esta a razão que leve a maioria das pessoas a associar o cachimbo a pessoas nobres e importantes.

O cachimbo, embora partilhe algumas similaridades com o charuto e os cigarros, é muito diferente. Um cachimbo é muito mais difícil de fumar, pois requer mais que uma boca e um fósforo. É necessário dominar alguns artifícios, como o de encher o fornilho, acender eficazmente e o ritmo de fumar para o manter aceso, para poder apreciar o verdadeiro sabor dos tabacos.

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Uma das vantagens que o cachimbo tem sobre o charuto e o cigarro, é a quantidade de tabacos disponíveis, existem milhares de marcas com inúmeras misturas e diversos tipos de tabaco, que, por sua vez podem potencializar diversas misturas caseiras.

Embora o sabor do tabaco varie com a região de produção e seu processo de obtenção, os charutos têm um aroma muito similar. Estou, apenas, a referir-me aos charutos com qualidade comprovada, e não daqueles “embrulhados” em plástico, cuja qualidade é muito duvidosa.

Esta limitação aromática talvez se deva à restrição geográfica de cultivo. No que toca às regiões produtoras de tabaco para cachimbo, estas são numerosas. Por exemplo: o Latakia, um tabaco oriental bastante conhecido pelos fumadores de cachimbo, é curado sobre uma fogueira de madeiras exóticas, o que lhe confere um sabor único; o Perique, um tabaco da Louisiana/USA, que é fermentado, demonstra um sabor apimentado com passas, o Xanthi, um tabaco turco, evidencia um aroma complexo a avelãs tostadas…

Esta diversidade aromática dos tabacos é, adicionalmente, incrementada pelos métodos de secagem, prensagem e corte, que são diversos e, todos eles proporcionando diferentes aromas. Para além do tabaco, por vezes existe a adição de essências aromáticas, como a baunilha e a cereja.

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Numa analogia feliz, a diferença entre fumar charuto e cachimbo é a mesma de uma imagem de um televisor a preto e branco e a de um televisor a cores. Esta definição aromática abrange apenas os charutos e tabacos para cachimbo, pois não posso considerar que um “naco” de tabaco cheio de aditivos enrolado em papel embebido em alcatrão, denominados por cigarros, possam ter sabor.

A beleza de um cachimbo é indiscutível. Mesmo que não seja um verdadeiro conhecedor de cachimbos, certamente, conseguirá apreciar um. E o melhor, é que depois de acabar de fumar ainda o pode guardar, e apreciá-lo vezes sem conta. O próprio cachimbo é uma forma de arte, muitos deles brotam zelosamente das mãos de um artesão. São vários os aspectos a considerar no cachimbo, o material (urze, espuma do mar, espiga de milho, porcelana…), o formato do fornilho ou da haste, o ângulo do pescoço o sistema de arrefecimento (cooler). O que o torna num instrumento de precisão ao qual se alia uma hipotética beleza extraordinária.

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Uma das grandes desvantagens de fumar cachimbo, para além de todos aqueles “truques” de encher e manter aceso o cachimbo, é a necessidade de trazer algum equipamento conosco sempre que saímos, uma bolsa que deve conter o cachimbo, o tabaco, um socador, um isqueiro e alguns escovilhões. No entanto dispensa-se, por um maior período de tempo, um outro item que é necessário a todas as outras formas de fumar, e que é consideravelmente mais volumoso, o cinzeiro.

A limpeza do cachimbo, também se pode tornar um pouco maçante, mas quando se ganha prática este ritual acaba por passar despercebido.

Em termos de saúde, não podemos afirmar que o cachimbo é inócuo de fumar. No entanto, fumar cachimbo, tal como o charuto, é menos prejudicial que os cigarros, sobretudo se não tragamos o fumo. Enquanto fumamos cigarros somos obrigados a inalar gases provenientes da combustão do papel que contém diversos químicos para auxiliarem uma combustão ordenada e uniforme, como o alcatrão. Mais, o tabaco usado nos cigarros é, normalmente, de fraca qualidade e contém diversos aditivos químicos para melhorarem as suas propriedades de queima, tal como o amoníaco, substância que causa uma grande dependência.

Tenha em atenção uma coisa, apesar de todo o prazer que possa ter em fumar, existem pessoas que não apreciam o odor do tabaco portanto, não as obrigue a inalar o seu fumo, principalmente quando estão com crianças. Dois dos requisitos de um bom fumador de cachimbo são o respeito e a educação.

Grande Abraço a Todos.